Streaming cresce e maiores vítimas serão operadoras de TV paga?

Cada vez mais acirrada a guerra do streaming fez com que a TV paga atravesse um momento difícil, com fuga de assinantes.

Por: https://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/mercado/na-guerra-do-streaming-maiores-vitimas-serao-operadoras-de-tv-paga-65223 | Data: 13/09/2021 11:23 - Atualizado em 13/09/2021 11:24


Após a explosão de consumo de conteúdo online durante o início da quarentena no Brasil em 2020, os serviços de streaming mantiveram uma tendência de crescimento e fecharam o primeiro semestre deste ano com mais audiência o que todos os canais de TV paga.

Cada vez mais acirrada com a chegada de players novos, como o Star+ e o discovery+, a guerra do streaming conta com o fogo cruzado de gigantes como Netflix, Disney, Globo e WarnerMedia. As principais vítimas, no entanto, devem ser as operadoras de TV paga que já atravessam um momento difícil, com fuga de assinantes.

Segundo dados da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), nos últimos dois anos a TV por assinatura perdeu 2,9 milhões de contratos, ou quase 20% da base de clientes registrados em junho de 2019. O setor tem anotado quedas desde abril de 2015, quando estava próximo de 20 milhões de assinantes.

Dados obtidos pelo Notícias da TV indicam que os streamings tiveram um crescimento de 48% na chamada média-dia (das 7h à meia-noite) no PNT (Painel Nacional de Televisão), que representa o ibope das 15 maiores regiões metropolitanas do país.

No primeiro semestre do ano passado, o consumo de serviços fora da TV paga e da TV aberta havia registrado 5,0 pontos de média, enquanto neste ano foram 7,4 de ibope nos seis primeiros meses de 2021. O salto de 2,4 pontos de média, enquanto neste ano foram 7,4 de ibope nos seis primeiros meses de 2021. O salto de 2,4 pontos representa 643,2 mil lares brasileiros a mais sintonizados nas plataformas.

O crescimento do online foi na contramão do restante do mercado no primeiro semestre. A TV paga, que tem sofrido uma debandada de clientes a cada mês, fechou com 6,5 de ibope entre janeiro e junho de 2020, mas perdeu 19% da audiência e caiu para 5,2 de média em 2021.

Desde então, a diferença só aumentou. Para se ter uma ideia, na média da noite (18h à meia-noite), período nobre em que mais TVs estão ligadas, os canais pagos tiveram 8,6 pontos de média em 2020, índice que caiu para 7,2 neste ano, um tombo de 16%.

Já o streaming fez o movimento inverso e saltou de 6,3 para 9,1, um crescimento de 45%. A disparada também foi suficiente para que o consumo online nas TVs fosse maior do que a audiência de grandes emissoras do país.

Em resumo, não apenas o conteúdo da TV paga está, em sua maior parte, disponível em serviços de streaming, como há muita coisa nas plataformas que não chegará à TV por assinatura. Assim, para o público, trocar uma assinatura de R$ 139,90 por três ou quatro streamings que custam menos de R$ 100 somados se torna uma escolha simples.

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